Blog das Primas: Mesmo Amor, Mesmos Direitos
29 de maio de 2014
Postado por Mariana Lemos Moreira e Débora Almeida de Souza
No debate sobre as diversidades, torna-se fundamental a discussão sobre alguns conceitos no sentido de contribuir com a desconstrução de paradigmas relacionados à imposição de gênero e raça.
Neste sentido, abordaremos alguns conceitos que muito corroboram com os reconhecimentos identitários na perspectiva dos direitos humanos, sociais, políticos ...
Preconceito
O preconceito está no campo da ideia. Conforme segue as definições abaixo.
Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento de fatos, idéia preconcebida. (OAB – 2013 – Santos/SP).
Preconceito (pré-conceito) significa conceito (ou opinião) formado antecipadamente, sem adequado conhecimento dos fatos. (ARANHA. Maria Lúcia de Arruda 1998).
Idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem maior conhecimento, ponderação ou razão; intolerância. (Diversidades Sexuais – Brasília/DF – 2011).
Tratamento pior ou injusto dado a alguém por causa de características pessoais, preconceito, intolerância. Ato ou atitude que quebra o princípio de igualdade, como distinção, exclusão, restrição ou preferência, motivado por raça, cor, sexo, idade, credo religioso, convicções políticas entre outras.
Homofobia
é um conceito acadêmico que é utilizado em outras esferas para
referir-se ao ódio, aversão e intolerância aos homossexuais, ou seja,
pessoas que se relacionam afetivamente e sexualmente com pessoas com
mesma identidade de gênero. É um fenômeno social complexo que engloba
questões de gênero e de orientação sexual. Por motivos políticos,
científicos também são utilizados os termos lesbofobia e transfobia.
É
um termo que se refere à repulsa, aversão, intolerância ou ódio por
pessoas homossexuais. É uma forma de preconceito. É não aceitar e não
respeitar as práticas sexuais, as relações sociais e a cultura de LGBT, o
que, pode levar às mais diversas formas de violência.
Lesbofobia
A
Lesbofobia (ou lesbifobia) é o medo, aversão ou intolerância por
lésbicas, ou seja, por mulheres que se relacionam afetivamente (grifo nosso) com
mulheres. Também é o caso do preconceito com lésbicas que, mesmo não
sendo travestis e transexuais, se vestem, agem e falam parecido com os
homens. É um fenômeno que engloba tanto a orientação sexual quanto a
identidade de gênero.
Transfobia
A transfobia refere-se à aversão, ódio e discriminação contra pessoas travestis,
transexuais e transgêneros (grifo nosso). É um fenômeno social complexo
que não se restringe a questão da orientação sexual, mais sim, motivado
por questões de gênero (ser homem e ser mulher). É não
aceitar e/ou respeitar a expressão identitária das pessoas, seu modo de
viver, seus papéis sociais, seus sentimentos, seus desejos e seus
direitos civis.
Fonte: http://www.sejudh.mt.gov.br/homofobia.php?IDCategoria=451. Consultado em 29 de maio de 2014.
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Raças Humanas
Postado por Eliane Calho Fraga
Raça é um sistema de classificação usado para categorizar os seres humanos em grupos ou populações grandes e distintas divididos por aspectos anatômicos, culturais, étnicos, genéticos, geográficos, históricos, linguísticos, religiosos e sociais. Usado em primeiro lugar para se referir a falantes de uma idioma comum e, posteriormente, para denotar filiações nacionais, no século XVII as pessoas começaram a usar o termo para relacionar os traços físicos observáveis das pessoas. Tal uso promoveu hierarquias favoráveis a diferentes grupos étnicos. A partir do século XIX, o termo passou a ser usado frequentemente, em um sentido taxonômico, para designar as populações humanas geneticamente diferenciadas e definidas pelo fenótipo.
As concepções sociais e agrupamentos de raças variaram ao longo do tempo, envolvendo taxonomias populares que definem tipos essenciais de indivíduos com base em traços observáveis. Os cientistas consideram o essencialismo biológico obsoleto, e, geralmente, desencorajam explicações raciais para diferenciações coletivas em relação a traços físicos e/ou comportamentais.
Mesmo que haja um amplo consenso científico de que conceituações essencialistas e tipológicas de raça em humanos sejam insustentáveis, cientistas de todo o mundo continuam a conceituar o termo "raça" de maneiras muito diferentes, algumas das quais com implicações essencialistas. Embora, por vezes, alguns pesquisadores usem o conceito de "raça" para fazer distinções entre conjuntos difusos de traços físicos, outros na comunidade científica sugerem que a ideia de raça muitas vezes é usada de uma maneira ingênua ou simplista e argumentam que, entre os seres humanos, o termo não tem importância taxonômica, apontando que todos os humanos vivos pertencem à mesma espécie (Homo sapiens) e subespécie (Homo sapiens sapiens).
Desde a segunda metade do século XX, as associações do conceito de raça com ideologias e teorias que se desenvolveram a partir do trabalho de antropólogos e fisiologistas do século XIX, tornou o uso da palavra "raça" em si problemático. Apesar de ainda ser usado em contextos gerais, a palavra raça tem sido muitas vezes substituída por outras palavras que são menos ambíguas e emocionalmente carregadas, como populações, povos, grupos étnicos ou comunidades, dependendo do contexto.
Concepções de raça (em taxonomia, raça é o mesmo que subespécie), bem como as formas específicas de agrupá-las, variam de cultura em cultura e através do tempo, e são frequentemente controvertidas por razões científicas, sociais e políticas. A controvérsia, finalmente, gira em torno da questão de se as raças são ou não tipos naturais ou socialmente construídos, e o grau no qual diferenças observadas em capacidade e realizações, categorizadas em bases raciais, são um produto de fatores herdados (isto é, genéticos) ou de fatores ambientais, sociais e culturais.
Alguns argumentam que embora "raça" seja um conceito taxonômico válido em outras espécies, não pode ser aplicada a humanos. Muitos cientistas têm argumentado que definições de raça são imprecisas, arbitrárias, oriundas do costume, possuem muitas exceções, têm muitas gradações e que o número de raças descritas varia de acordo com a cultura que está fazendo as diferenciações raciais; assim, rejeitaram a noção de que qualquer definição de raça pertinente a humanos possa ter rigor taxonômico e validade.Hoje em dia, a maioria dos cientistas estudam as variações genotípicas e fenotípicas humanas usando conceitos tais como "população" e "gradação clinal". Muitos antropólogos debatem se enquanto os aspectos nos quais as caracterizações raciais são feitas podem ser baseados em fatores genéticos, a idéia de raça em si, e a divisão real de pessoas em grupos de características hereditárias selecionadas, seriam construções sociais
Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Boa leitura.
GÊNERO
Postado por Mariana Lemos Moreira
Dito de forma muito resumida, Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade desconstruiu o conceito de gênero no qual está baseada toda a teoria feminista. A divisão sexo/gênero funciona como uma espécie de pilar fundacional da política feminista e parte da idéia de que o sexo é natural e o gênero é socialmente construído. Essa é a premissa que Judith Butler problematizava no livro, primeiro da autora traduzido no Brasil (foi lançado nos Estados Unidos em 1990) e ainda hoje reconhecido como sua obra mais importante. Discutir essa dualidade foi o ponto de partida para que a pensadora questionasse o conceito de mulheres como sujeito do feminismo.
O conceito de gênero como culturamente construído, distinto do de sexo, como naturalmente adquirido, formaram o par sobre o qual as teorias feministas inicialmente se basearam para defender perspectivas “desnaturalizadoras” sob as quais se dava, no senso comum, a associação do feminino com fragilidade ou submissão, e que até hoje servem para justificar preconceitos.O principal embate de Butler foi com a premissa na qual se origina a distinção sexo/gênero: sexo é natural e gênero é construído. O que Butler afirmou foi que, “nesse caso, não a biologia, mas a cultura se torna o destino” (p. 26). Para a contestação dessas características ditas naturalmente femininas, o par sexo/gênero serviu às teorias feministas até meados da década de 1980, quando começou a ser questionado.
Butler apontou para o fato de que, embora a teoria feminista considere que há uma unidade na categoria mulheres, paradoxalmente introduz uma divisão nesse sujeito feminista. Butler quis retirar da noção de gênero a idéia de que ele decorreria do sexo e discutir em que medida essa distinção sexo/gênero é arbitrária. Butler chamou a atenção para o fato de a teoria feminista não problematizar outro vínculo considerado natural: gênero e desejo. Até que ponto se poderia identificar aqui a mesma crítica derridiana do caráter arbitrário do signo, como uma falsa unidade na teoria de Saussure, como uma premissa nunca antes contestada? É o que identificamos quando Butler afirma: “talvez o sexo sempre tenha sido o gênero, de tal forma que a distinção entre sexo e gênero revela-se absolutamente nenhuma” (p. 25). Butler indicava, assim, que o sexo não é natural, mas é ele também discursivo e cultural como o gênero.
Referência: Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 179-199, janeiro-abril/2005
Boa Leitura a todxs.
29 de maio de 2014
Postado por Mariana Lemos Moreira e Débora Almeida de Souza
Identidade de Gênero
O conceito de gênero foi criado em 1970 para distinguir a dimensão biológica da social, onde o raciocínio é de que existem machos e fêmeas na espécie humana. Assim gênero significa que homens e mulheres são produtos da realidade social e não decorrência da anatomia de seus corpos.Cada pessoa assume fisicamente uma identidade sexual, independentemente do sexo biológico.
Trata-se de uma convicção íntima, uma experiência interna e individual que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento.
Olá Mariana. Muito legal a forma como você abordou os conceitos de forma leve e ao mesmo tempo profunda com referência muito confiáveis. Obrigada por compartilhar seus conhecimentos de modo tão agradável. Parabéns!
ResponderExcluirDébora.
Mariana, gostei muito de sua postagem.
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