04- CONSTITUIÇÃO DE IDENTIDADES E HOMO, LES, BI E TRANSFOBIA
Postado por Débora Almeida de Souza - 26/05/2014
O vídeo abaixo é fruto de uma entrevista realizada para um grupo de estudantes do curso de Psicologia da universidade Multivix de Vitória. Durante a exposição são abordadas questões relacionadas à identidades, bem como questões de gênero e alguns atravessamentos sobre as relações estabelecidas no atendimento à população les, bi, trans nos equipamentos públicos. O vídeo considera a perspectiva de sujeitos de direitos e as implicações que esta visão traz para balizar e acolher a diversidade nos equipamentos públicos.
Boas reflexões!
03 - HOMOFOBIA INSTITUCIONAL
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| prt13.mpt.gov.br - 15/05/2014 |
O reconhecimento e a valorização no trabalho pela competência é uma experiência importante na vida de cada trabalhador/a. Entretanto, no contexto de uma sociedade ocidental e capitalista que é atravessada fortemente por valores arraigados em fundamentalismos (religiosos, científicos, econômicos...) muitas vezes evidenciam-se tensionamentos que contribuem para processos de exclusão. A diferença estabelecida e marcada pela orientação sexual é um fator que contribui para ampliar a negação de direitos nos espaços institucionalizados, dentre estes o mercado de trabalho.
Para contribuir com tais reflexões é que compartilho a dissertação da professora mestre Ariane Meireles. A professora Ariane embrenhou-se corajosamente em algumas unidades de ensino do município de Vitória/ES para estabelecer uma escuta dialógica com algumas professoras que vivenciam experiências de discriminação por orientação sexual na relaçao com o trabalho. Uma pesquisa inovadora e reveladora pelas mãos de uma mulher que decidiu conversar com mulheres sobre a dor e a delícia de ser o que é. No lionque abaixo o belíssimo texto da professora Ariane. Boas leituras...
CLIQUE AQUI
https://docs.google.com/file/d/0B4aCHnKBtbCONC1ETVNzbmkzVjA/edit
02 - PARA PENSAR SOBRE HOMOFOBIA...
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| rvnoticias.com 15/05/2014 |
Postado por Débora Almeida de Souza - 16/05/2014
As violências sofridas pela população LGBT avolumam as estatísticas, transformando em números uma mistura de dor, sofrimento e descaso no trato com a vida. O cenário da violência encontra terreno fértil em contextos homofóbicos, lesbofóbicos, bifóbicos, transfóbicos..., que insistem em padronizar e encaixotar sentimentos, afetos, desejos e modos de ser. Desse modo, torna-se importante compreender o conceito de homofobia para, inclusive perceber estamos todos/as implicados/as com as consequências de pensamentos e atitudes homofóbicas. Na busca de ampliar o olhar para tal conceito é que o renomado autor e pesquisador Rogério Junqueira nos incita a pensar sobre as problematizações relativas à homofobia. Abaixo o link para o texto. Basta clicar.
Para fazer download clique aqui:
01 - VIOLÊNCIAS X FUNDAMENTALISMOS
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| blog.comshalom.org |
Postado por Débora Almeida de Souza.
Uma rápida busca nas manchetes que circulam no cotidiano, vem indicando aumento significativo de casos de violência relacionados à intolerância com os modos de viver, experienciar e expressar a afetividade e a sexualidade diferentemente dos padrões heteronormativos impostos pela sociedade.
Alguns fatores impulsionam, fortalecem e incitam a violência contra a a população composta por Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), e população negra. Dentre estes, os fundamentalismos que são conceitos estereotipados confundidos como "Verdades" absolutas e, portanto, inquestionáveis. Onde tais verdades proliferam e fecundam? Certamente nos solos férteis de princípios religiosos revestidos de falsos moralismos que ditam modos de ser e estar em sociedade. Moralismos estes que aprisionaram mulheres ao longo de séculos à ditaduras do lar, da maternidade e do matrimônio, além de perpetuar e solidificar cada vez mais uma sociedade falocrática e patriarcal. Os fundamentalismos constituem-se em uma teia que solidifica-se com o cimento de algumas teorias do campo científico, como a biologia que por tempos disseminou falsas verdades sobre a capacidade intelectual da mulher e justificou a semelhança entre homens e macacos. Não poderia ficar de fora as inverdades sustentadas pela medicina que produz falsos discursos sobre o corpo da mulher negra como a capacidade superior de superar a dor e, sobre esta justificativa muitas parturientes agonizaram durante o nascimento de seus/suas filhos/as, sem anestésicos ou algo que lhes aliviassem as dores.
No sentido de profundar esta reflexão inicial indico o filme Orações para Bob que aborda o fundamentalismo religioso na relação com a experiência homoafetiva vivenciada por um jovem. Muito interessante...



Instigante o seu texto, Débora! Que nos sintamos sempre incomodad@s com essas questões e que não percamos nunca a capacidade de nos indignar diante delas.
ResponderExcluirAbs.